16/07/2020 às 18:45 História da Música

DOCUMENTÁRIO: PUNK - EPISÓDIO 2

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14min de leitura

O segundo episódio da série documental Punk, tem produção executiva de Iggy Pop e John Varvatos, direção de Jesse James Miller e com roteiros de Eric Maran, Jesse James Miller, Susanne Tabata e John Barbisan e continua os relatos da cena nos anos 70, principalmente na Inglaterra. Na abertura Johnny Rotten, vocalista do Sex Pistols e Public Image LDT diz que segue um estilo de vida de falar a verdade, ao contrário de jornalistas medíocres que manipularam informações para que o punk rock fosse visto como uma farsa. Dave Vanian do The Damned acrescenta que no início da cena da Inglaterra não se usava o termo punk, e quando ele surgiu por lá não era uma palavra que as bandas gostavam de ser caracterizadas, e a imprensa só piorou usando nas reportagens. Chamavam o punk rock de "culto", um rock básico, cru, tosco e ofensivo. Pauline Black da banda The Selecter menciona que haviam muitos questionamentos sobre o porquê faziam este tipo de música. Viv Albertine guitarrista do The Slits comenta que a cena em Londres já conhecia as bandas que existam em Nova York e que tinham a mesma mentalidade. Terry Chimes do The Clash deixa claro que eles não queriam ser iguais e que eram cenas paralelas. Joe Strummer, vocalista e guitarrista, falou em uma entrevista na época que a banda ia ser duradoura e que iriam fazer sempre um som pesado.

1982: Entrevista do The Clash em Nova Zelandia

No norte de Londres, no bairro de Finsbury Park cresceu Johnny Rotten. Com sete anos teve meningite, entrou em coma por três meses, acordou sem memória alguma e com problemas de coordenação motora, tinha pesadelos e alucinações intensas. Após quatro anos conseguiu se recuperar. Porém durante esse episódio escutava muita música, seus pais eram colecionadores de discos. Ouvia reggae, The Kinks, folk irlandês, música clássica e cantores locais. Entre esses álbuns apareceu Raw Power do The Stooges de 1973. Johnny gostava muito do vocal de Iggy, pois nunca tinha ouvido um rock'n'roll com essa sonoridade, um som violento e direto, considerou uma essência do rock puro.

60's: John Lydon é Johnny Rotten da banda Sex Pistols

Viv Albertine relembra que Iggy Pop era uma personificação do espírito punk, quando viu seu show em Londres. Don Letts, músico, DJ e cineasta comenta que em uma retrospectiva todos os caminhos levam o início para Iggy, e que isso impactou o movimento punk britânico. Nesta época Iggy relata que o punk estava novamente emergindo com as bandas The Demned e Sex Pistols em Londres.

1978: Iggy Pop e David Bowie por Richard McCaffrey

David Bowie em uma entrevista nos anos 70 falou que Iggy tinha algo que ele não tinha visto no rock'n'roll, uma espécie de libertação de um rock animalesco, em que nunca era visto. Nesta mesma entrevista Iggy disse que ajudou a destruir os anos 60.

1977: Iggy Pop e David Bowie no The Dinah!Show

Diferente dos EUA, na Inglaterra o punk era encarado de forma mais séria. Nos primeiros shows o público não gostava do Sex Pistols. Johnny costumava não se ouvir pela falta de retorno no palco. Recebia críticas de que o vocal era ruim, enquanto ele se achava Roy Orbinson. Foi no 100 Club, quando abriram para Eddie and The Hot Rods, que tinham caixas de retorno e emprestaram para Johnny, que além de se ouvir pela primeira vez em palco conseguiu destruir o equipamento colocando o pedestal do microfone no autofalante no final do show, porque não gostou de se escutar cantar.

15 de Novembro de 1976: Sex Pistols no Notre Dame Hall em Soho

Johnny relata que Malcolm, empresário da banda, gostava de chamar a atenção para si, querendo ser visto como um gênio.

1976: Johnny Rotten e Malcolm McLaren por Richard Young

The Clash, Sex Pistols e The Damned já possuíam empresários, que vinham do ramo da moda, sabiam que algo interessante estava acontecendo na cena e queriam estar junto. Enquanto as bandas ensaiavam, faziam as composições, os shows, eles ficavam em escritórios passando tempo. Não mostravam muito interesse em gerenciar as bandas até as boas críticas começarem a aparecer.

1976: Malcolm McLaren empresário do Sex Pistols por Bob Gruen

Malcolm em uma entrevista nos anos 80 para o programa Night Flight revela que interpretou o papel de empresário do Sex Pistols, não gerenciou muito e falhou.

1987: Malcolm McLaren em entrevista no Night Flight

Dave Vanian vocalista, frequentava junto com a namorada a loja de Malcolm e Vivianne Westwood, assim como todos os jovens dos anos 70, não eram diferentes enquanto estilo de se vestir. Para ele era uma época de muita frustração, não havia empregos na Inglaterra, tinha muitas pessoas que viviam do seguro desemprego. Vanian foi trabalhar como coveiro no Cemitério Heath Lane por um tempo. 

70's: Dave Vanian vocalista do The Damned

Em Londres havia uma cena de artistas, escritores e musicistas. As pessoas com interesses parecidos se encontravam e se conheciam nas casas de shows, e assim  The Damned nasceu. Havia um aspecto diferente das pessoas normais que andam na rua. Um desses locais era a rua Kings's Road no bairro de Chelsea em Londres, onde se reuniam. As bandas iam lá também para comprar roupas, haviam estilistas diferentes naquela região. O estilista John Varvatos fala que o visual era uma questão de fazer o que você quisesse, criar seu próprio estilo, ser você mesmo. Este foi o começo do DIY. Antes das jaquetas de couro e tachas, o verdadeiro punk era a mistura de tudo. Vivianne Westood, estilista, se destacou entre eles.

1977: Vivianne Westwoo no programa CBS Morning News

Viv Albertine guitarrista e vocalista, juntamente com suas amigas compravam roupas na Sex, loja de Vivianne e Malcolm no fim da rua King's Road. O olhar da estilista de desconstrução das roupas influenciou o visual da banda Slits, incentivando Viv a escrever suas próprias músicas, não importando se estava desafinada ou no ritmo. Com o estilo visionário, o visual transmitia mensagens. Na Inglaterra a música e a moda sempre andaram juntas.

Pam Hoog, estilista inglesa, quando foi a Nova York achava que todos andassem iguais ao New York Dolls. Na Inglaterra considerava a cena mais mental do que nos EUA, por todos estarem mais produzidos, com as roupas rasgados e ninguém queria ser igual. Havia um esforço para ser diferente. O visual era importante para o movimento punk, pela criatividade de cores e acessórios.

O The Clash era uma banda com uma mistura de vários estilos. O guitarrista e vocalista, Mick Jones, era um pesquisador de rock'n'roll. Paul Simonon ouvia reggae, pois as letras falavam sobre o que lhes incomodavam na vida, Joe Strummer escutava sons esquisitos e Terry Chimes curtia bandas mais pesadas. 

Na cena britânica existia um amor pela música jamaicana e isso os tornavam diferente da cena dos EUA. O Sex Pistols e The Clash aprenderam muito com este estilo musical. Pauline Black do The Selecter relata que o início a cena punk não era inclusiva, e isso foi se desenvolvendo com o tempo. Criando uma união das culturas jamaicana e o punk inglês. A mistura de sons do The Clash foi essencial para os jovens negros estarem presentes na cena.

1978: Johnny Rotten por Monty Fresco

Joe Stummer queria fazer letras que valeriam a pena ser cantadas, não só uma melodia qualquer, a ideia era transmitir uma mensagem. O The Clash se formou sendo uma banda política. Joe era filho de diplomata, viajou bastante quando criança e tinha muita empatia com os seres humanos. Acreditava na música como ferramenta social de mudança, ela já estava sendo apreciada de forma diferente a partir do início do século XX, mais do que livros ou arte, eles tinham uma grande chance como músicos de mudar algo. Eles ensaiavam muito e o primeiro show foi em Sheffield, abriram para o Sex Pistols.

1981: Joe Strummer do The Clash por Janette Beckman

1978: The Clash ao vivo no Apollo

As The Runnaways foram para a Inglaterra em 1976, Joan Jett viu um show do The Clash e se inspirou no visual punk da banda. 

1976: The Runaways em turnê na Europa por Adrian Boot

Joan Jett comenta que o rock'n'roll é sexual, por isso as pessoas tem problemas com mulheres tocando rock. Há um incomodo quando elas falam sobre sexo. O estilo da banda não era punk rock, porém as ideias de mulheres tocando rock'n'roll era uma atitude punk. Em uma perspectiva feminina o som é muito sensual, uma experiência para o corpo todo.

1976: Joan Jett do The Runaways

1977: The Runaways na UK TV

1976: The Runaways no CBGB por Richard Aaron

70's: Debbie Harry e Joan Jett no festival CBGB Sunday Girls.

Viv Albertine relata que nos anos 70 as únicas mulheres que ela viu tocando guitarra foram as das bandas Fanny e The Runaways, porém achava as canções muito glamourosas e foi só quando viu o Sex Pistols com uma atitude punk, sentiu que poderia tocar guitarra e cantar, mesmo que não soubesse nada. O The Slits começou do zero improvisando e foram evoluindo.

1978: Viv Albertine do The Slits por Dave Smitham

As quatro mulheres do The Slits deram um jeito juntas e fizeram um disco. Palmolive baterista caracteriza o som da banda como caótico, barulhento e lindo. O público curtia. Elas eram provocativas e sentiam que tinham o direito de ser assim. Ela diz que havia uma certa violência por parte dos expectadores nos shows,  já foram agredidas. The Slits foi uma revolução dentro do movimento. 

1979: The Slits por Ray Stevenson

1977: Palmolive do The Slits no estúdio Daventry Street London por Julian Yewdall

Para Thurston Moore do Sonic Youth existia uma neutralidade e equilíbrio de gêneros dentro da cena punk na época, mesmo que ainda haviam homens violentos que olhavam para as mulheres como algo menor do que elas estavam fazendo. As musicistas mais poderosas no punk rock foram Debbie Harry, Patti Smith, Siouxsie Sioux.

70's: Debbie Harry e Joey Ramone

O Blondie estava procurando o seu nicho musical, por ter uma vocalista e ser um pouco R&B. O The Ramones gostava disso. Debbie Harry é a única mulher em uma música em disco dos Ramones, o Halfway to Sanity, ela canta Go Lil' Camaro Go. A inspiração veio do carro Camaro que pertencia a cantora.

70's: Debbie Harry do Blondie por Chris Stain

Até surgir o punk rock as mulheres não tiveram tantas oportunidades na música, elas tinham muitas histórias interessantes para contar. Para conquistar seu espaço, o The Slits invadiu um show. Elas puxaram os cabos dos equipamentos de uma outra banda e plugaram os seus, tocaram meia música até serem interrompidas e tiradas do palco, esse foi o seu primeiro show.

1979: The Slits por Ray Stevenson

A guitarrista Viv Albertine relembra que quando o The Slits começou ela estava entrado em uma indústria com muitos músicos que tocavam há anos, que solavam rápido na guitarra e que aprenderam seus instrumentos na infância. Inspirou-se nos Ramones, que eram minimalistas, sem solos, músicas rápidas.

70's: The Ramones

70's: The Ramones

1972: Joey Ramone em frente ao CBGB

Naquela época em Nova York ninguém queria saber dos Ramones, ninguém queria ser punk nos EUA, não era vendável. As pessoas que ouviam a banda eram somente os frequentadores do CBGB, Max's entre outros bares, eles não conseguiam ir além desse circuito, até que Linda Sten e Danny Fields, empresários da banda, resolveram os levar para a Inglaterra. Eles tocaram em Londres em 1976. Foi este show que introduziu a expressão punk na Europa.

1856: The Ramones na avenida Park Lane em Londres por Danny Fields

1976: Joey Ramone nas escadas do teatro The Round House em Londres por Danny Fields

Neste show estavam presentes nas primeiras fileiras muitas bandas que se inspiravam nos Ramones, como Buzzcocks, The Vibrators, Billy Idol, The Damned, Generation X entre outras. Para Dave Vanian o show foi uma experiência eufórica e introspectiva.

1976: The Ramones noteatro The Round House em Londres por Danny Fields

Para Viv Albetine a banda era bastante extrema e era o que o punk britânico estava buscando ser. Os homens amavam The Ramones, eles foram uma grande influência para Sid Vicious, baixista do Sex Pistols. A moda da jaqueta de couro, tênis all star e os pins foi introduzida na cena de Londres, mas os punks europeus tinham sua própria personalidade.

1977: Linda Clark, Leee Black Childers, Nancy, Sid e Dee Dee Ramone no The Raibow por Danny Fields

O punk rock americano tinha mais a ver com diversão, fazer o que você gosta, diferente do punk britânico que se envolvia com questões políticas.

1976: Sex Pistols no 100 Club na Oxford Street em Londres por Barry Plummer

Quando The Ramones tocou no Reino Unido tiveram uma experiência de cuspes da plateia, isso era uma forma de demonstração de carinho pela banda, porém era algo que não agradava nenhum músico. Jonny Rotten cita jornais da época como responsáveis por induzir esta atitude, para ele fazer isso é uma grande ofensa.

1979: Johnny Ramone do The Ramones no The Hammersmith em UK por David Corio

Após os Sex Pistols a música se transformou e as rádios também, ficou acessível para o mundo todo. As letras da banda não eram compreendidas por muitas pessoas nos EUA, mas eles gostavam da música. Johnny Rotten relata que músicas como Anarchy In The UK são vitais pra ele, ninguém naquela época falava nada sobre a família real, eram considerados sacrossantos. Com o sucesso destas composições eles mudaram a Inglaterra da noite para o dia.

Havia um ressentimento da população com a família real nos anos 70, o país estava em crise e com transições políticas. As pessoas tentando arrumar empregos para pagar as contas enquanto a rainha tinha tudo. O punk foi o desafio da época propondo não aceitar o status quo e criar algo por si mesmo sendo acessível a todos. O significado do punk se transformou em honestidade, originalidade e um sentimento genuíno por outros seres humanos, resultando em empatia.

70's: Johnny Rotten em Nova York por Marcia Resnick

The Damned foi a primeira banda da cena inglesa a sair em turnê. Logo após foi o The Sex Pistols com a turnê Anarchy, o line up eram eles, The Clash, The Damned, Johnny Thunder and The Heartbreakers e Wayne County. 

1977: The Damned

Os Sex Pistols foram em uma entrevista no programa Today Host de Bill Grundy, no lugar do Queen que havia cancelado, para Malcolm era a chance de divulgar o novo single, o apresentador fez piada dizendo que a banda não eram mais limpa que Rolling Stones, se referindo as drogas. Jonnhy Rotten falou a palavra "merda" ao vivo, o que na época era inaceitável palavrões na TV, Grundy se irritou e foi machista com Siouxsie Sioux que estava junto. Steve Jones guitarrista da banda o chamou de velho tarado imundo em rede nacional. 

1976: Sex Pistols no programa Today Host de Bill Grundy

No dia seguinte eles estavam na capa de todos os jornais do país. O que aconteceu no programa marcou o fim de uma parte da história do punk britânico, muitas pessoas que descobriram o punk, para elas simplesmente significava algo ofensivo, negativo e niilista. A mídia sempre teve envolvimento com os movimentos da subcultura, criaram demônios urbanos e mataram a chance de crescer e se desenvolver. 

1976: Sex Pistols na capa do jornal britânico Daily Mirror

Foi a partir dessas matérias que o rótulo punk se tornou conhecido, muitas pessoas vinham de outras cidades para ver os shows em Londres, e assim deixaram de ser undergrounds.

1975: Sex Pistols

Algumas pessoas começaram a ir nos locais somente para destruir o show e agredir as bandas. Jogavam de tudo, até cadeiras. Das vinte datas da turnê Anarchy só conseguiram realizar quatro. Haviam protestos na frente das casas de shows para proibirem as bandas punks de tocarem. Johnny Rotten era atacado com facas nas ruas, e fez um ensaio fotográfico criticando o momento. Eles saíram do Reino Unido para se proteger.

70's: Johnny Rotten

A banda foi para os EUA, mas não havia qualquer show marcado, nenhum produtor queria trabalhar com o Sex Pistols. Resolvem por si fazer uma turnê pelos interiores oeste e sul. Foram bem recebidos pelo público, eram pessoas que não os conheciam, assim não ficariam ofendidos e agressivos.

70's: Sid Vicious baixista do Sex Pistols

Quando o Sex Pistols estavam nos EUA, foi do dia pra noite que o país descobriu que punk rock existia, os jornais na TV transmitiam diariamente imagens aéreas do ônibus da banda viajando pelo interior do sul, havia protestos contra, eles estavam causando uma certa desordem.

1978: Johnny Rotten no Baton Rouge em LA por Bob Gruen

Era a primeira vez que os americanos estavam vendo punks britânicos, eles se agarravam, pogeavam e cuspiam. Havia curiosidade de saber mais sobre eles. Em uma noite, uma pessoa do público atirou algo em Sid Vicious e ele revidou batendo na pessoa com o baixo. Malcolm queria muito registrar esses momentos de violência para colocar nas capas dos jornais ingleses e criar mais polêmica.

1978: The Sex Pistols no Randy's Rodeo

70's: Malcolm McLaren no Morgan Hotel em Jack Smith

Quando foram tocar em Atlanta, havia repórteres do LA Time, New York Times, Rolling Stone e muitas outras revistas, fotógrafos sérios estavam cobrindo o show. Foi uma surpresa haver tanto interesse pela banda.  

1978: The Sex Pistols no The Great South East Music Hall em Atlanta por Tommy Crow

978: The Sex Pistols no The Great South East Music Hall em Atlanta

Bob Gruen fotógrafo foi escolhido para cobrir os shows seguintes, partindo de Atlanta para San Francisco. Dentro do ônibus segundo Bob, eles ficavam mais isolados, fumavam maconha, tomavam cervejas e ouviam reggae. Em vários lugares onde paravam havia imprensa e público esperando, era sempre um caos perto do Sex Pistols.

1978: Sex Pistols em Memphis

Há poucas imagens em vídeo do Sid Vicious sendo ele mesmo em comparação as entrevistas em que ele aparece como um dependente químico que só balbucia e baba. Nancy Spugen relata em uma dessas entrevistas que Sid estava doente três meses desde que começaram a turnê nos EUA. 

1978: Sid Vicious no The Taliesyn Ballroom em Memphis, TN por Bob Gruen

Estar em turnê com uma banda é ter uma relação muito próxima as pessoas que estão juntas, e isso pode gerar tensões e brigas. Penelope Houston do Avengers conta que no show do Sex Pistols em San Francisco no Winterland o público veio de Seattle, Portland, Los Angeles e de toda costa oeste. Era a maior plateia na história da banda, em torno de seis mil pessoas. Era um lugar maior e intimidador para eles. O público teve um comportamento violento achando que esta atitude seria punk, jogavam coisas e cuspiam no palco, havia pessoas machucadas, esmagadas, colocavam para cima do público e levadas ao palco para serem colocadas para fora.

1978: The Sex Pistols no Winterland em San Francisco, C.A.

Johnny Rotten relata que toda vez que vai subir ao palco, ele está morrendo por dentro de medo e dúvida, achando que não é bom o suficiente, porém todas as pessoas são assim, o importante é ser capaz de aguentar isso e mesmo assim ir ao palco e enfrentar a música. Para ele o show de Winterland foi estranho, as músicas pareciam inacabadas, faltava produção do show. Sid Vicious já estava bem decadente a esta altura da turnê, controlado totalmente pela heroína. A banda já estava exausta

1978: The Sex Pistols em San Francisco, C.A. por Bob Gruen

Bob Gruen, fotógrafo, voltou a Nova York assim que acabou a turnê do Sex Pistols, revelou os filmes e fez impressões em três dias, muitas revistas queriam publicar matérias com a banda. 

1978: The Sex Pistols no Winterland em San Francisco, C.A. por Bob Gruen

O The Sex Pistols acabou em Janeiro de 1978, no auge do sucesso internacional, foi o fim do punk rock na década de 70.

1978: The Sex Pistols por Bob Gruen

Após o fim da banda John Ritch, conhecido por Sid Vicious, ligou para a polícia de Nova York relatando a morte da sua namorada Nancy Spugen no hotel Chealsea onde estavam hospedados. Ele confessou que a matou durante uma discussão. Foi preso, mas dias depois pagou uma fiança para sair e foi a um show da Blondie, todos acharam muito estranho. Durante uma comemoração da sua liberdade morreu de overdose de heroína.

70's: Nancy Spugen e Sid Vicious

1978: Sid Vicious em Tulsa O.K. por Lynn Goldsmith

Ian Mackaye das bandas Minor Threat, Fugazi e Dischord comenta que acompanhava a cena punk pelas mídias imprensa e televisiva, que se concentrava nos aspectos sensacionalistas do movimento. Após ouvir alguns discos, entre eles Never Mind the Bollocks do Sex Pistols, que o considera um álbum intimidador pelas ideias, se influenciou para formar banda nos anos 80.

O terceiro episódio continuará numa próxima postagem...

Playlist com as algumas bandas e músicas citadas no texto para contextualizar a leitura! 

Texto por Jessica Melinda

Revisão por Ms. Jennifer Gabriele Rodrigues

REFERÊNCIAS:

Documentários:

- Punk, 2019

Sites:

www.morrisonhotelgallery.com

www.gettyimages.com

Livros:

- Mate-me por Favor

- Rockers de Bob Gruen

16 Jul 2020

DOCUMENTÁRIO: PUNK - EPISÓDIO 2

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Tags

anos 70 história da música Iggy Pop Johnny Rotten Londres Malcolm McLaren musica punk rock sex pistols the demned The Stogges

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