13/07/2020 às 15:10 História da Música

DOCUMENTÁRIO: PUNK - EPISÓDIO 01

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14min de leitura

A série documental de quatro episódios Punk, com o nome que vai direto ao assunto, produzida por Iggy Pop e John Varvatos, direção de Jesse James Miller e com roteiros de Eric Maran, Jesse James Miller, Susanne Tabata e John Barbisan, mostram o nascimento musical da cultura punk norte-americana e europeia no fim dos anos 60 até os dias de hoje.

O episódio inicial relata a cena musical de Detroit, Chicago, Los Angeles e Nova York no fim dos anos 60 e início dos 70, com abertura de Penelope Spheeris, uma das mais influentes roteiristas e diretoras cinematográficas que deixa um legado de imagens da cena punk rock de Los Angeles da década de 80 na trilogia The Decline of Western Civilization. Ela ainda afirma que o punk viverá para sempre. 

Keith Morris, da banda Black Flag e Circle Jerks, em seu depoimento sabe que sempre haverá um adolescente com raiva no quarto que precisa externalizar isso, e nada melhor do que o punk rock. Johnny Rotten vocalista do Sex Pistols e Public Image LTD, que esteve presente na cena europeia no início do seu surgimento, questiona a morte do punk  e se ele mesmo ainda está vivo.

Holmstron, fundador e editor da Punk Magazine, relembra que nos anos 60 houve momentos culturais rápidos como o folk rock do The Byrds e e acid rock sendo considerado um estilo ideal para experimentação do LSD, a expectativa com o punk rock não seria diferente. Vinnie Stigma do Agnostic Front acredita que sempre vai haver alguma banda tocando punk rock.

Iggy Pop, vocalista do The Stooges, criado em Michigan, aprendeu a tocar bateria em um trailer no qual vivia com seus pais, influenciado por The Kinks, ouvia no rádio You Really Got Me, um som rasteiro e pesado vindo da guitarra, com um vocal nada certinho para época do blues e do jazz como de Perry Como, para ele era a trilha sonora perfeita da vida na era industrial. 

60's: The Kinks - You Really Got Me

Como um dos produtores executivos da série, Iggy fez uma auto-investigação de como se tornou um músico punk. Sua relação com John Sinclair empresário da banda MC5 tem a ver com tal atitude.  O MC5 foi uma grande influência por ter um som mais pesado.

Wayne Kramer do MC5 relata que rejeitavam as ideias políticas, protestavam nos movimentos contra a guerra do Vietnã e expressavam esse descontentamento através da música para continuarem evoluindo. Em 1968, eles foram convidados pelos Yippies (Partido Internacional da Juventude) Abbie Hoffman e Jerry Rubin a participar do antifestival a Convenção Democrata em Chicago, juntamente com bandas de todo o país a serem uma frente pedindo o fim da guerra. Porém só o MC5 apareceu. A ameaça da polícia era tensa com o público. Logo após o show acontecer a polícia usou do seu poder para agredir o público em rede nacional.

1968: MC5 - Kick Out the Jams 

O MC5 também foi uma referência para Sylvain Sylvain do New York Dolls, e Henry Rollins do Black Flag e Rollins Band, os consideravam a promessa libertadora do rock'n'roll de Dretoit dos anos 60. Jello Biafra do Dead Kennedys e Alternative Tentacles relata que foi Kick Out the Jams, música do MC5 que definiu o seu estilo musical.

 1966: Jim Osterberg Jr. em The Prime Movers Blues Band

Iggy Pop em 1966 usava o seu nome real, Jim Osterberg Jr. e tocava bateria na banda de blues The Prime Movers Blues Band. Após uma experiência de ácido durante uma gig, ele teve uma visão de que não precisava mais tocar bateria para os velhos bluseiros, e sim se tornar vocalista de suas próprias músicas. 

1969: Iggy Pop em 1969 no estúdio musical Hit Factory  em NY por Glenn Craig

Iggy quis colocar a essência do blues para os jovens delinquentes do subúrbio que não frequentavam a escola, e assim formando o The Stogges.

1968: The Stooges

Um desses garotos que Iggy conhecia era Ron Ashteton, que tinha cabelos compridos demais para a escola e parecia estar doente o tempo todo. Outro era Scott Asheton, irmão de Ron, tinha um estilo tipo Elvis de se vestir, fumava cigarros enquanto encarava as pessoas que passavam por ele. Eles pareciam pessoas que não faziam muita coisa com seu tempo. Iggy os convenceu a entrarem para a banda. Depois chamaram Dave Alexander que tinha um baixo, um amplificador e um carro.

1969: Scott Asheton

1969: The Stooges

1969: The Stooges em NY por Glen Craig

Em 1967 o The Doors havia lançado seu primeiro disco, estavam no topo com Light My Fire. Foram contratados para tocar em um típico baile de estudantes em Michigan, evento tradicional de universidades. Jim Morrison, vocalista, apareceu no show chapado de LSD, a frente de uma banda que não sabia equalizar o som. Iggy Pop se inspirou nesta apresentação, o que lhe deu motivação para compor músicas. 

1967: The Doors na Universidade de Michigan

1974: Iggy Pop veste Jim Morrison em L.A. por Gijsbert Hanekroot

As letras de Iggy falavam sobre não ter nada para fazer, diversão e sexualidade. Neste momento não havia outra banda que estive tocando um som pesado como o que The Stooges estava fazendo.

1969: The Stooges - I Wanna Be Your Dog

Ninguém sabia o que pensar de The Stooges na época, para Wayne Kramer do MC5 isto era um bom sinal de que a música estava mudando. O baixista Flea do Red Hot Chilli Peppers sentia que os irmãos Asheton tinham um groove pesado e ainda considera Iggy um dos maiores vocalista da história. Joan Jett do The Runnaways e Joan Jett & The Black Hearts diz que The Stooges foi um rock'n'roll acessível.

Jayne Count do Wayne County & The Electric Chairs, banda de Nova York, fazia cover de I Wanna Be Your Dog, a interpretava como um cachorro no palco. Ela diz que o The Stooges era só um gostinho do que estava por vir nas décadas seguintes, fez referência ao nome da sua banda pela influência, sempre quis ter uma ligação com Iggy, achava ele radical por ter mostrado uma nova maneira de ver o mundo.

1969: The Stooges no Ugano's Club em N.Y. por Glen Craig

Em 1969 o The Stooges foi para Nova York, a cidade que tinha um ar perigoso, estava acabada, abandonada e falida, parecia ter sido bombardeada na guerra, havia muita prostituição e tráfico. A cidade poderia ser reinventada do jeito que quisessem. Os movimentos sociais como LGBT e feminista nos anos 60 estavam em crise. Uma comunidade de artistas e músicos começara a se desenvolver, com formações de bandas com a ideia de tocarem entre amigos diante a decadência comercial, para conhecerem pessoas e conseguirem bebidas de graça. As oportunidades pareciam muito distantes.

1969: Patti Smith, David Byrne, Lou Reed e John Cale em N.Y. por Bob Gruen

Diante da falta de trabalho, Sylvain Sylvain, guitarrista e Billy Murcia, baterista do New York Dolls, começaram a confeccionar roupas para sobreviver. Estudantes da mesma escola, conheceram o baixista Giovanni Genzale que viria a se tornar Johnny Thunders. O New York Dolls se vestiam de mulher e se maquiavam, não eram transgênero ou homossexuais, a cena tinha um visual andrógeno, uma ideia de mistura entre os dois sexos, com influência em David Bowie. O termo usado era "personificação feminina" pois era crime usar a palavra travesti na época.

1973: New York Dolls

1973: David Bowie por Sukita Tiger Woolen

Jayne County que é travesti fez seu primeiro show nos anos 70 com sua primeira banda na Universidade de Nova York. Recebeu muitas críticas e perseguição, de que a universidade não viraria uma sex shop obscena da Rua 42 de NY. No palco usava objetos como vibradores de borracha e vasos sanitários, com o intuito de chocar o público, tentando os tirar da normalidade. Ela tinha um estilo bem diferente, usava botas de salto alto, franjas, estampas listradas, gravatas de poá, eram roupas ousadas, gostava de andar bonita pelas ruas, porém sofreu muitas agressões.

70's: Jayne County

Foi no Max's Kansas City que Marky Ramone, baterista, conheceu Jayne County, que era a DJ no bar, então ele entrou para a banda Wayne County & The Electric Chairs. Marky a considera muito corajosa por tocar em uma banda há 45 anos atrás. Já foram expulsos de um local em Nova Jersey pelo visual diferente de Jayne.

70's: Wayne County & The Electric Chairs

Para Iggy havia uma sensação naquele momento de que algo mais interessante e agressivo de se ver deveria acontecer, sem uma relação de marketing, mas uma atitude verdadeira. Foi quando Danny Fields, empresário na indústria da música, fazia parte do Departamento de Artistas e Repertório da Elektra Records, estava em Detroit para ver o MC5 em um grêmio estudantil, e viu a banda de abertura que era o The Stooges. Ele ficou impressionado com a performance de Iggy no palco, para ele foi tudo o que desejava que uma banda de rock fosse, e assim assinou com a banda com um único telefonema.

70's: The Stogges e MC5 assinam com a Elektra Records

Danny começou a ter um papel além de empresário do The Stooges, ele cuidava da segurança física de Iggy e do público nos shows, toda noite acontecia algo diferente, como Iggy se cortar com uma garrafa quebrada ou passar cera quente pelo corpo.

1969: The Stooges no Ugano's Club em N.Y. por Glen Craig

1973: The Stooges no Whisky a Go Go em L.A. por Michael Ochs

1974:  The Stooges no Rodney Bingenheimer's English Disco em L.A.

Com as atitudes de Iggy, Robert Chistgau da revista independente Village Voice de Nova York publicou que a banda e o público estavam tentando liberar uma espécie de energia estranha. Bob Gruen, fotógrafo, relata que a plateia não se encostava, eles não faziam roda punk, mosh, ou se empurravam, era algo inaceitável. Legs McNeil da Punk Magazine diz que Iggy trouxe liberdade para os shows, provocava afrontas, uma atrás da outra.

"Sou uma onça pela rua, com o coração cheio de napalm, o filho fujão de uma bomba nuclear." Assim escreveu Iggy Pop em Search and Destroy para o The Stooges.

1970: The Stooges Cincinatti por Tom Copi

The Ramones é citado por Clem Burk do Blondie como uma banda perfeita, uma raridade. Iggy acrescenta que eles tinham groovy e Jayne County complementa que eles eram os Beach Boys com anfetamina. Penelope Houston considera o The Ramones tudo diferente do que se ouvia no rádio e do que acreditavam ser rock. O primeiro show que Bob Gruen viu deles foram 12 músicas em 16 minutos, usavam um visual com muito couro preto, porém todos da banda foram muito influenciados pelo New York Dolls e pela ideia de que podiam fazer a música que quisessem.

1977: The Ramones no CBCG por  Allan Tennembaum

John Holmistron sentiu uma conexão direta com o The Ramones pelo visual mais comum, como dos locais em que frequentava enquanto público.

70's: The Ramones

70's: The Ramones

Os Ramones gostavam que falassem e escrevessem sobre eles, Tommy Ramone assessor de imprensa da banda e ligou para Danny Fields que era colunista semanal de rock do SoHo News, pedindo uma matéria. Porém Danny achava que eles tocassem um estilo latino semelhante ao The Hot-Cha Jazz Band, devido ao nome da banda, que parecia espanhol, mesmo assim concordou em ir em show para escrever a respeito deles. Achou ótimo eles tocarem rápido e usarem as mesmas roupas.

1975: The Ramones e Danny Fields

Além de escrever sobre o The Ramones, Danny se disponibilizou a ser empresário da banda. Johnny Ramone aceitaria com uma condição: de que Danny comprasse uma bateria no valor de $3.000 dólares. Como ele acreditou muito no sucesso da banda, pediu este valor para sua mãe, então considerada a mulher que lançou The Ramones.

70's: The Ramones por Danny Fields

Havia raríssimos locais em Nova York para as bandas autorais de punk rock tocarem nos anos 70. Lugares enormes como o Madison Square Garden recebia bandas grandes, e as poucas boates no centro colocavam artistas que estavam nas paradas de sucesso. Os bares que deram possibilidade para esta cena musical foi 82 Club, Mother's, My Father's Place, Max's Kansas City e o CBGB. O pensamento desses donos de bares era que os jovens não poderiam só tocar covers ou grandes sucessos, eles queriam muito um espaço para que pudessem se expressar. Quando Hilly Kristal abriu o CBGB ele tinha intenção de ter um público para o country e o blues. Contratou Wayne County & The Electric Chairs pelo nome da banda achando que era uma banda de country, assim tendo inicio a este novo cenário, e também espaço para a new age e new wave.

70's: Hilly Kristal em frente ao CBGB

O CBGB tinha uma estética underground, não era um bar limpo e os banheiros não tinham divisórias. O bar se concentrou em ser um local de música e bebidas. As bandas aprenderam a tocar neste espaço, elas não precisavam ser boas pra se apresentar lá. No início, o Blondie era uma das piores bandas sonoramente,  eles abriram por dois anos para o The Ramones a cada 15 dias, Dabbie Harry vocalista diz que o repertório era tão pequeno que eles repetiam por umas quatro vezes cada música. Chris Stein guitarrista do Blondie comenta que faziam covers também de Ramones, Television, entre eles Heat Wave do The Who. E com o tempo se transforam em uma super banda.

O CBGB acabou se tornando uma espécie de laboratório para as bandas se desenvolverem, tudo tinha a ver com a originalidade da autoria das músicas, e mostrar a arte para um público que variava de 5 a 500 pessoas. Havia naquele local um senso de comunidade. Todas as bandas que passaram no bar neste período eram consideradas da cena punk pela atitude de fazerem o queriam. Tommy Ramone, produtor musical e baterista, acrescenta que se compararmos Blondie ao Dead Boys ou The Ramones são bandas com sonoridades diferentes, o que constitui a diversidade do CBGB.

70's: Capa da edição 4 da Punk Magazine

O termo punk vem da revista de mesmo nome, explica Bob Gruen, fotógrafo. Debby Herry comenta que via adesivos colados nas paredes com a frase "Punk vem aí!!", até então a expressão não era usada pelas bandas. O jornalista Stephen McLean fez uma entrevista com os editores John Holmstrom e Legs McNeil sobre quem eram as pessoas da Punk Magazine, eles responderam que eram punks residentes, porque ficavam bebendo e sem fazer muitas atividades. Eles eram garotos pobres de Connecticut, um bairro de Nova York. John por ser cartunista, queria uma revista que misturasse rock, quadrinhos e moda. A partir da música Teenage News do New York Dolls foi que surgiu a ideia deste material. E foi Legs quem deu o nome Punk para a mesma, pois o chamavam assim. Esta palavra tem origem na prisão, McNeil pensou em usar de uma forma cômica e irônica. Clint Westwood usava muito este termo para xingar alguém. Os músicos não gostavam de estar associados a esta expressão devido ao seu significado. Preferiam ser classificados como bandas de rock'n'roll. E a revista depois de um tempo acabou definindo o nome punk rock para o estilo musical, e provocando as pessoas a pensarem sobre assuntos que não eram falados.

70's: Capa da edição 2 de Punk Magazine

O termo proporcionou liberdade e identidade para que as pessoas se expressassem para serem o quisessem, criando assim um movimento dentro dessa cultura.

70's: Capa da edição 16 de Punk Magazine

O MC5 que foi uma banda que influenciou cenário punk rock começaram a ter problemas políticos, com as ideias e a forma de falar, os palavrões eram censurados pelas gravadoras, porém eles consideravam as expressões flexíveis e maravilhosas. John Sinclaire empresário do MC5, declarava que o mantra da banda era ataque total a cultura com quaisquer meios necessários como o rock'n'roll, drogas e sexo nas ruas. As lojas não aceitavam mais vender seus discos. A Elektra Records demitiu a banda por achá-los que não mantinham o controle.

70's: MC5

Neste período existia um uso abusivo de calmantes a metanfetamina na cena, as pessoas tomavam qualquer coisa como PCP, tranquilizantes de cavalo e porco, cocaína, heroína, LSD, MDMA. O The Ramones compôs a música Carbona Not Glue. Carbona era o nome de um spray que limpava tapetes, esse líquido era colocado em um pedaço de pano para que as pessoas pudesse cheirar. Isso fez com o cenário entrasse em declínio. A criatividade diminuía com o uso de substâncias. Para Iggy a ingestão de anfetaminas em excesso, fez com que a vida se tornasse muita esquisita e a rotina de banda ficou cansativa. O mesmo aconteceu com o New York Dolls que começou a sofrer consequências ruins com a música.

1974: New York Dolls

Quando a banda estava prestes a terminar, Sylvain encontrou com Malcom Mclaren, empresário e estilista no Chelsea Hotel. Ele era dono de uma loja em Londres chamada Let It Rock, juntamente com estilista Viviane Westwood. Malcolm propôs a ajudar a banda com programas de reabilitação, desintoxicou Johnny e Jerry e deixou Arthur sóbrio por um tempo.

Malcolm viu estilos e atitudes dos frequentadores do CBGB. Escutou as bandas e se impressionou com o visual de Richard Hell, que usava roupas rasgadas unidas com alfinetes. Pouco tempo depois ele e Vivian estavam vendendo roupas parecidas em Londres. Malcolm declarou que os anos 70 a música vendia cada vez mais por causa da moda e os impactos estéticos visuais que ela causava. 

1977: Richard Hell and The Voidoids por Bob Gruen

Vestiram o New York Dolls com botas vermelhas em homenagem a composição Red Patent Leather. Malcolm anunciou um manifesto para expor que eles não eram meros fantoches de empresários. Fez uma brincadeira no ensaio fotográfico da banda com o comunismo Chinês e a Guarda Vermelha da época. Ele sabia que as roupas e a maquiagem os faziam ver como homossexuais e isso era bastante polêmico nos EUA e ser comparado aos comunistas geraria bem mais problemas e visibilidade. Porém a banda já não era mais levada a sério e não foi considerada uma ameaça política tê-los vestido com couro vermelho. Para Sylvain esse foi um ato camicaze para a banda. Johnny e Jerry voltaram para as drogas e Arhur para o vício da bebida. Esses últimos fatos fizeram com que o New York Dolls acabasse.

1975: New York Dolls em NY por Bob Gruen

Em Dretoit nos anos 70 a indústria automobilista tinha acabado, se tornou a capital do homicídio, com 800 assassinatos por ano. Wayne Kramer, guitarrista ficou fascinado com o submundo do crime após o fim do MC5, isso facilitou para que entrasse nessa vida. Criou uma outra banda que era financiada pela venda de drogas. Acabou sendo preso por quatro anos. 

70's:  Waine Kramer por Leni Sinclair

O punk estava morrendo durante a sua existência na década de 70. O Ramones estava no seu segundo álbum sem sucesso, o Blondie assinou contrato com uma gravadora mas sem visibilidade. O punk rock não ia a lugar algum nos EUA, com pouca venda de discos. Johnny Ramone fala que não havia contratos para shows fora de Nova York, a disco music estava em alta, o rock de estádios era muito grande, o público e os DJs não entendiam o punk rock. 

70's: The Ramones por Danny Fields

Para Jayne County o The Ramones eram a frente do seu tempo e que os EUA não estavam pronto para a sua música nos anos 70. Eles se apresentavam somente nos bares locais.

70's: CBGB

Linda Stein, cantora, compositora e empresária do The Ramones juntamente com Danny Fields resolveram levar a exposição da banda para a Inglaterra.

O segundo episódio continua num próximo post...

Playlist com as algumas bandas e músicas citadas no texto para contextualizar a leitura!

Texto por Jessica Melinda

Revisão por Ms. Jennifer Gabriele Rodrigues

REFERÊNCIAS:

Documentários:

- Punk, 2019

Sites:

www.morrisonhotelgallery.com

www.rollingstone.com

Livros:

- Mate-me por Favor

- Rockers de Bob Gruen

13 Jul 2020

DOCUMENTÁRIO: PUNK - EPISÓDIO 01

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Tags

anos 60 anos 70 Blondie David Bowie Iggy Pop MC5 musica New York Dolls Punk Magazine

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